Saggats
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Trás-Os-Montes
(A sala da cinemateca cheia.)
Na dúvida entre a afirmação de um documentário e o romance que as gentes verdadeiras não sabem encarnar, preferi as cenas do tear e dos montes que se perdiam na lonjura, dos pauliteiros de miranda do douro (confesso que era o momento por que ansiava).
Claro que o rústico deveria ser evidenciado, e ficou bem vincado em muitas cenas. Mas o exagero da neve nos pratos pareceu um devaneio do realizador, que até já nos tinha presenteado com os putos que de repente acordam vestidos de medievais da corte a apanhar galhos para a fogueira. OK, percebi que não há muito que muda em 7 gerações, e que a vida lá se vai fazendo sem saber das leis que Lisboa faz. É triste, diz a certa altura, estar sujeito a regras que são feitas lá longe e não sabemos, mas a vida faz-se, dura e triste nos dias de pouco sol, incólume e pagã nos montes dos pastores de cabras e ovelhas com gritos especiais, alegre e desprendida nas botas e saias e paus dos pauliteiros.
A tradição das histórias das mães para os filhos, a curiosidade operatória dos putos que deliram nos jogos de rua, nos espigueiros e casas abandonados.
Um dia, vou lá ouvir cantar as velhinhas, e ajudá-las a levar os sacos de plástico carregados pelas escadas em pedra.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Suspiiiiiros!_ordenou.
Mas que Deus tão "impossível", como dizia o anjo. Agora quer ler comédias antes de se deitar, e aquela, em especial, é a que mais faz rir.
Apesar deste apontamento mais ou menos fora do contexto, o espectáculo decorreu cantando-se, falando-se e fazendo ambos ao mesmo tempo. E desejando que o flamenco chegasse...mas não veio.
Só a atitude, o imaginário cigano e pastoral, a cultura popular nos remetiam para o romancero que era gitano.
Fiquei com sede.
Apesar deste apontamento mais ou menos fora do contexto, o espectáculo decorreu cantando-se, falando-se e fazendo ambos ao mesmo tempo. E desejando que o flamenco chegasse...mas não veio.
Só a atitude, o imaginário cigano e pastoral, a cultura popular nos remetiam para o romancero que era gitano.
Fiquei com sede.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Romancero gitano
Que o García Lorca já esteve mais perto.
Que o Flamenco é uma paixão a descobrir.
Que o fado, está lá, apesar de não estar... e saber se é suficiente ser portuguesa para perceber.
Que a Lula Pena participa, e a ouvi pela primeira vez ao lado daquele que me aconchega o coração.
Que a poesia continua a despentear-me os caracóis rebeldes.
Ruínas do Carmo, 16 de Julho, à noite.
Dançar tribal
Desenho o nome entre as peças que escolho para me acompanhar no espectáculo.
É que o pormenor não satisfaz somente esta tendência para o perfeccionismo nas coisas que me dão prazer_ ele é parte do figurino, faz história. Não se vende em lojas, e vem do imaginário que só pertence aos meus contornos.
Aquela medalha, aquele significado.
Aquela onda, aquela frase que atravessa a alma. Aquele camelo, aquele cintilar da vontade.
Fiquei feliz com o resultado do espectáculo passado.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
L. SUBRAMANIAN
Ele diz: Ritinha, já fomos à Índia.
Eu: Não, não. Temos de lá voltar e por mais tempo...
O Yehudi Menuhin:" Não conheço nada mais inspirador do que a música do meu eminente colega Subramanian. Sempre que o oiço, deixo-me levar em total deslumbramento."
Sem dúvida uma viagem inesquecível no Museu do Oriente.
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