domingo, 24 de janeiro de 2010

primeiras impressões

Encontro na cidade "amarela", como lhe chama a T, o conforto de caminhar nas calçadas _ onde o vento frio faz doer as bochechas _ e a calma de um lugar tranquilo e quente, dentro de portas.

Há dias visitei pela primeira vez a biblioteca da Universidade de Évora. Tem frescos no tecto, são anjos rosados, levando lenços com mensagens em Latim. E as mesas são de madeira escura, com candeeiros de abat-jour verde. Já é hora de passar algumas horas seguidas na companhia do mr. Harri, vulgo o "bicho", para a ortónima. Foi a minha primeira vez, a sério. E correu bem.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

uma história pequenina

Encontro um homem com Parkinson, com a marcha típica destes doentes, à porta do serviço onde tenho vindo a trabalhar desde há 3 meses para cá. Está perdido, mas não desorientado (esta palavra entrou oficialmente no meu dicionário de jargão médico, pese embora a simplicidade com que o utilizo enquanto vocábulo do senso comum). Pergunta onde está o Dr. M., que tem tonturas e a tensão alta, e o dr. recebe-o sempre. Digo-lhe que ele não trabalha neste serviço, e pergunto à secretária onde pode encontrá-lo. "Está nas Urgências", diz ela. Penso para mim, como vai este senhor, com ar de quem está quase a cair para o lado, ter com o tal Dr da sua confiança, por corredores confusos, cheios de gente apressada? Decido levá-lo lá, eu até estava de saída.
O senhor tenta apressar o passo, diz que não me quer tomar mais tempo, mas apercebo-me da dificuldade que tem nos movimentos e ando propositadamente mais devagar. Chegamos às Urgências e peço à secretária para avisar o Dr. M. que está ali o senhor para falar com ele.
O senhor deseja-me saúde para mim e para os meus, e diz que lhe faço lembrar a neta, enfermeira noutro hospital.
Só não lhe disse eu que ele me fazia lembrar o meu avô.
Saí a pensar que não tirei a sonda nasogástrica que tanto incomodava o Sr. A (um doente internado, que à custa disso me perguntou se não tinha coração), mas ajudei este senhor.
Ele há cada sublimação!

domingo, 8 de novembro de 2009

Quantos ciclones queres?

No fim da noite, trina o megafone.

Todas as estórias naquela guitarra, o rosmaninh0 no canto dos olhos.

Vozes da minha terra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Black out

Textos, fotografias, blogs integrais, filmes, música (tanta!), e livros. Tudo se foi com o apagão do meu disco externo.

Como se faz o luto disto?

Foram-se recordações duma Áustria especial, arquivos antigos de memórias apagadas do PC comunitário. Outras tantas viagens desmaterializadas assim... Parece que um passado inteiro se me escapou. À laia dos antigos, vou viver com as memórias que agora tenho. Só não posso voltar a pintar os contornos menos nítidos que o tempo induz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Do CCB gosto da vista, da Gulbenkian o jardim....





"No meu peito soam sinos!

Mas às vezes não me domino!
Mando todos fon fon fon
Que ele vai é ficar comigo!

SE O AMOR É FON FON FON QUE SE LIXE O ROMANTISMO!"


Ai que delícia.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O leito do rio também tem pedras

Pedra no caminho.

Quando não é só uma expressão popular, e se materializa...

...dá vontade de empilhá-la, decorá-la, enquadrá-la, reduzi-la a 2D.

Está quase...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cholo



El Cholo Berrocal. Acompanha-me nestes dias de fritura de neurónios. E coincidência: canta o Perú.